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Conferência internacional sobre o efeito do Azeite de Oliva Virgem na saúde

Resumo das conclusões

  1. O envelhecimento representa uma grande preocupação em países desenvolvidos por causa das patologias associadas à idade como aterosclerose, mal de Parkinson, doença de Alzheimer, demência vascular, perca de memória, diabetes e câncer.
  2. Estudos epidemiológicos sugerem que a Dieta Mediterrânea (rica em azeite de oliva virgem) diminui o risco de doenças cardiovasculares.
  3. A Dieta Mediterrânea, rica em azeite de oliva virgem, diminui os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, como perfil lipídico, pressão sangüínea e metabolismo da glicose. Funções endoteliais, estresse inflamatório e oxidativo são também positivamente modulados. Alguns desses efeitos são atribuídos ao micro-componentes do azeite de oliva virgem. Por isso a definição de uma dieta Mediterrânea deve incluir o azeite de oliva virgem.
  4. Diferentes estudos conduzidos em humanos têm mostrado que a ingestão de gordura monoinsaturada pode ajudar a proteger contra o declínio de funções cognitivas relacionas à idade e a doença de Alzheimer.
  5. Micros componentes do azeite de oliva virgem são biodisponíveis em humanos e apresentam propriedades antioxidantes e capacidade para melhorar a função endotelial. Além disso, os micro-componentes podem modificar a hemóstases, apresentando propriedades anti-tromboticas.
  6. Em países nos quais a população consome ma dieta típica mediterrânea, como Espanha, Grécia e Itália, aonde o azeite de oliva virgem é a principal fonte de gordura, tem menores números de câncer do que os paises do norte Europeu. 
  7. Os efeitos protetores do azeite de oliva virgem podem ser mais importantes nas primeiras décadas de vida, o que sugere que o beneficio dietético do azeite de oliva virgem deve ser iniciada antes da puberdade, e mantida durante toda a vida. 
  8. Estudos mais recentes têm apoiado que a dieta Mediterrânea baseada em azeite de oliva virgem é compatível com o envelhecimento saudável e aumenta a longevidade. Apesar dos avanços desses últimos anos, a prova final sobre o mecanismo específico e as contribuições dos diferentes componentes do azeite de oliva virgem para a formação do seu beneficio à saúde necessitam de mais investigações.

Integra traduzida do documento:

Prefácio

A maioria das causa de morte tem uma origem multifatorial, normalmente resultado da interação entre a estrutura genética e fatores ambientais. Entre os últimos, a dieta talvez seja o mais relevante. Durante as últimas décadas, pesquisas vêm demonstrando uma vasta variedade de efeitos biológicos induzidos por diferentes nutrientes e alimentos. Mais recentemente, o foco tem sido orientado para abordagens mais holísticas, ou seja, para dietas que incluem componentes de prazer e saúde. Nesse contexto, o padrão da dieta mediterrânea tem sido redescoberto como um dos melhores para preencher a necessidade de prazer e alimentação.

Uma das mais conhecidas e importantes características da dieta Mediterrânea é a presença do azeite de oliva virgem como a principal fonte de energia a partir de gordura. Em contraste com outros óleos comestíveis com uma composição de gordura aproximada, como os óleos de girassol, soja e canola, o azeite de oliva virgem é um sumo natural, enquanto os óleos de semente precisam ser refinados antes de serem consumido, mudando assim sua composição original. Então, o azeite de oliva virgem é uma fonte saudável de ácidos graxos e de centenas de micronutrientes, especialmente antioxidantes, como os compostos fenólicos, vitamina E e carotenóides.

O propósito desse relatório é o de sumarizar novas descobertas presentes nessa Conferencia Internacional considerando os efeitos benéficos do azeite de oliva virgem, incluindo seus componentes gordurosos ou não-gordurosos, e de confirmar que a dieta Mediterrânea baseada no azeite de oliva é um modelo saudável de alimentação para alcançar o envelhecimento saudável e prevenir as mais importantes causas de morbidade e mortalidade ao redor do mundo.

Evidência do efeito benéfico da dieta Mediterrânea

A relação entre a dieta e a saúde cardiovascular foi sugerida por estudos experimentais há 100 anos. Todavia, foi apenas a partir da metade do século 20 que doenças cardiovasculares transformaram-se em uma epidemia em vários paises industrializados. Desde então a identificação dos fatores de risco e dos mecanismos de prevenção tornou-se uma necessidade crucial. A  epidemiologia forneceu a direção inicial para a identificação dos primeiros fatores de risco. Isto foi feito possível graças às contribuições do Framingham Heart e outros estudos similares. Contudo, quando falamos da construção da hipótese dieta-coração a pedra fundamental foi o estudo Seven Countries Study, chefiado pelo Dr. Ancel Keys. Esses investigadores demonstraram com o seu estudo comparativo da influência dos hábitos alimentares sobre a formação das doenças cardiovasculares  que a ingestão de gordura saturada estava significantemente associada com o colesterol e o risco de doenças coronárias. Como conseqüência desse estudo firmou-se o conceito das propriedades do cardioprotetoras dos hábitos alimentares das populações do Mediterrâneo, que apresentavam como traço comum o consumo de azeite de oliva virgem. Nessas últimas décadas, muitos estudos populacionais tiveram o propósito de consolidar a observação inicial do estudo Seven Country Studies e demonstrar a relevância do azeite de  oliva virgem como um componente cardioprotetor da dieta Mediterrânea. Graças às essas descobertas, aprendemos que a proteção cardiovascular das dietas mediterrâneas não se destaca somente pelos seus efeitos benéficos sobre os fatores de riscos ligados a gordura sérica, mas também pelos seus efeitos em várias outras funções importantes incluindo a sensibilidade à insulina, pressão sangüínea, integridade das paredes arteriais e resposta a processos inflamatório.Os resultados desses estudos apóiam consideravelmente que a Dieta Mediterrânea e fatores associados ao estilo de vida são realmente protetores e compatíveis com o envelhecimento saudável e o aumento da longevidade. Entretanto, os trabalhos atuais e futuros utilizando a epidemiologia genética e métodos genéticos em conjunto com métodos experimentais  começam a fornecer mais evidencias sobre o mecanismo protetor especifico do azeite de oliva virgem dentro do contexto da dieta Mediterrânea.  Essa combinação de tecnologias propiciará pistas moleculares sobre a ação dos padrões de dieta ou de seus componentes individuais na saúde. Este conhecimento irá fornecer enormes benefícios para a prevenção e no tratamento de doenças crônicas.

Gordura monoinsaturada e risco cardiovascular

É conhecido que a dieta mediterrânea - rica em azeite de oliva virgem, como a maior fonte de gordura, vegetais, frutas e outros alimentos vegetais, e com baixos níveis de gordura saturada, ácidos graxos trans e colesterol - estão associada com um menor risco de doenças cardiovasculares. A dieta Mediterrânea, quando substituiu uma dieta rica em gordura saturada, diminui o nível do colesterol LDL plasmático e aumenta a relação entre colesterol LDL e HDL. Além disso, a dieta Mediterrânea reduz o nível de triglicérides plasmático e aumenta o nível de HDL-colesterol quando comparado com uma dieta pobre em gorduras e rica em carboidratos. E, ainda, melhora o metabolismo lipídico posprandial.

O padrão da dieta Mediterrânea pode também pode fornecer benefícios adicionais pela atuação sobre outros fatores de risco cardiovasculares clássicos, incluindo a redução da pressão do sangue, tanto em indivíduos normais como em hipertensos, e melhorar o metabolismo dos carboidratos, tanto em indivíduos saudáveis como em pacientes de diabete tipo 1 e tipo 2. Além do mais, substanciais evidências sugerem que a dieta Mediterrânea pode modular bio-marcadores em receptores celulares envolvidos no desenvolvimento da aterosclerose. Partículas de LDL de indivíduos consumidores de uma dieta Mediterrânea são protegidos das modificações oxidativas quando comparado com indivíduos consumidores de uma dieta muito rica em ácidos graxos polinsaturados. A melhora da função endotelial e da resposta inflamatória também foram relatados em pacientes com hipercolesterolemia.
A dieta Mediterrânea traz à tona ambientes menos protrombóticos pela modificação de diferentes compostos do hemoestase, como a agregação plaquetária, fibrinogênio, fator Von Willebrand, plasma total Fator VII e PAI-1 níveis de plasma. O aumento posprandial na ativação do Fator VII é reduzido através do consumo do azeite de oliva virgem em comparação com gorduras poliinsaturadas e saturadas.

Futuros estudos precisam focar no desvendamento dos mecanismos pelos quais a dieta mediterrânea exerce seus efeitos benéficos. A aplicação da genética funcional, de  plataformas proteômicas e abordagens de sistemas biológicos irão facilitar a compreensão dos efeitos benéficos da dieta Mediterrânea.

Estresse oxidativo e envelhecimento

O envelhecimento é um assunto de grande interesse para países desenvolvidos devido o aumento doenças relacionadas como aterosclerose, mal de Parkinson, doença de Alzheimer, demência vascular, perca de memória, diabetes e câncer. Em uma população idosa no sudoeste da Itália, submetida a uma dieta típica Mediterrânea, a elevada ingestão de energia oriunda de gordura monoinsaturada parece estar associado com a redução de doenças de declínio cognitivo relacionadas com a idade. Esse efeito pode ser relacionado com o papel do ácido graxo monoinsaturado na manutenção da integridade estrutural das membranas do neurônio. Além disso, descobertas muito recentes, têm demonstrado que o elevado consumo de gordura monoinsaturada pode proteger contra a doença de Alzheimer, circunstância na qual o consumo de gorduras saturadas ou trans pode ser prejudicial. De acordo com a teoria dos radicais livres, envelhecimento é o resultado de danos oxidativos, principalmente na mitocôndria, que acontecem durante toda a vida. Alguns desses danos oxidativos não podem ser completamente neutralizados e convertem-se em disfunções celulares. As membranas das mitocôndrias são muito sensíveis aos ataques dos radicais livres por causa da presença da dupla cadeia de carbono-carbono na extremidade dos fosfolipídios. Assim, um baixo nível de ácido graxo monoinsaturado (por ex. aquele do acido oléico) irá diminuir o estresse oxidativo celular.

Curiosamente, quase toda investigação realizada até hoje tem demonstrado que o nível de ácidos graxos insaturados é menor em espécies de vida longa (por exemplo, humanos) do que em espécies de vida curta (por exemplo, roedores). Por outro lado, a efetividade de uma dieta com azeite de oliva virgem no fortalecimento de membranas, por aumentar a resistência as modificações induzidas pelos radicais livres, levando ao acirramento xenofóbico já foi relatado. Foi também demonstrado que as modificações oxidativas produzidas pela ingestão de gorduras fritas talvez possam ser tamponados com êxito quando usado o azeite de oliva virgem. Em resumo, o consumo de azeite de oliva leva a preservação das funções mitocôndriais e sua cadeia de transporte de elétrons,  com um menor nível de produção de radicais livres, um sangue mais capaz de lutar contra os radicais livres a com a DNA mais protegido contra oxidação.  

Os benefícios dos micros componentes do azeite de oliva virgem

O azeite de oliva virgem é um alimento que além da gordura contém vários micro componentes com propriedades biológicas. Entre essas frações insaponificáveis, o esqualeno tem sido apontado como um fator casual para a menor incidência de câncer na população mediterrânicas. Apesar da quantidade de alfa-tocoferol (vitamina E) e carotenóides proporcionada pelo consumo diário de azeite de oliva virgem ser baixa, sua ingestão crônica contribui para a reserva geral de antioxidantes no organismo humano. Em outra mão, esteróis são seqüestradores de ácidos biliares e inibidores de ACAT e seu consumo leva para níveis mais baixos de LDL colesterol plasmático. Triterpenes, como eritordiol e acido oléico, vêm apresentando propriedades antiinflamatórias e antioxidantes em estudos "in vitro" e atividade vasodilatadora em experimentos com animais. Mais estudos são necessários para testar os efeitos benéficos desses componentes em seres humanos.

O principal componente fenólico presente no azeite de oliva são tirosol, hidroxitirosol, os secoróides e formas conjugadas e lignantes. Eles são absorvidos pelo intestino humano de maneira dose-dependente e levando em conta que formas livres desses componentes não são detectadas no plasma, suas atividades biológicas in vivo devem estar referenciadas a esses metabólicos biológicos. Em estudos experimentais, esses micro-componentes têm apresentado propriedades antioxidantes, atividade quimiopreventiva e capacidade para melhorar a função endotelial, isso feito pela diminuição de expressão das moléculas de adesão celular, pelo aumento da disponibilidade oxido nítrico e pela extinção de radicais livres intracelulares. Além do mais eles também podem modificar a hemeostasia, inibindo a agregação plaquetária e apresentando propriedades antitromboticas, aspectos demonstrados tanto em estudos experimentais como em humanos. Tem sido mostrado que o consumo do azeite de oliva virgem, rico em compostos fenólicos, leva a um aumento no conteúdo total de fenólico do LDL, o que provavelmente vai exercer sua ação no íntimo das artérias intima aonde a oxidação completa do LDL ocorre. Então, componentes fenólicos do azeite de oliva virgem, por meio desse mecanismo, podem atrasar a progressão da aterosclerose.

Os resultados aleatórios de testes cruzados em humanos, sobre os efeitos antioxidantes do componente fenólico do azeite de oliva ainda são controversos. O efeito protetor na oxidação lipídica nesses testes vem sido mais bem demonstrado em condições de estresse oxidativo, por exemplo, homens, submetidos a dietas antioxidantes estritas, hiperlipidêmicas ou em paciente com doenças vasculares periféricas. Estudos cuidadosamente controlados em populações apropriadas ou com uma amostra de maior tamanho são urgentemente necessários para estabelecer definitivamente in vivo essas propriedades antioxidantes dos componentes ativos presentes no azeite de oliva virgem.

Prevenção e Progressão do Câncer

Aproximadamente 80% dos cânceres humanos estão associados com seus estilos de vida. Alimentação e os ácidos graxos têm grande influência na formação dos cânceres associados ao estilo de vida (particularmente câncer gastrintestinal e cânceres relacionados com hormônios, como o de mama e o de próstata). Estudos epidemiológicos fornecem evidências de que em paises onde a população consome uma dieta típica Mediterrânea, como a Espanha, a Grécia e a Itália, na qual o azeite de oliva virgem é a principal fonte de gordura, os números de casos de câncer são menores do que nos países no norte da Europa. O consumo de azeite de oliva virgem garante simultaneamente uma ingestão apropriada de ácidos graxos polinsaturados essenciais. Pesquisas em animais produziram fortes evidencias sobre o efeito protetor do azeite de oliva virgem. O efeito protetor do azeite de oliva virgem na iniciação do câncer pode ocorrer pela prevenção da oxidação do DNA. Alguns dos componentes presentes no azeite de oliva virgem podem também agir como potentes antioxidantes.O mecanismo pelo qual o azeite de oliva virgem exerce seu efeito protetor no câncer pode acontecer por mudanças na membrana celular, alterando a  síntese eicosanoide tumoral e receptores celulares, modulando a expressão gênica e prevenindo os danos causados ao DNA pelas reações com metabolitos de oxigênio (radicais livres). Isto pode ser associado com expressões alteradas dos genes de câncer ou ligadas a fatores epigenéticos, que também tem papel importante na carcinogênese humana. Muitos dos componentes de azeite de oliva virgem têm efeito anticancerigeno por si só ou em associação os ácidos graxos monoinsaturada (ácido oléico). Isto incluem flavonóides, vitamina E, ácido esqualeno, ácido caffeic e hidroxitirosol. Esse efeito protetor do consumo do azeite de oliva virgem parece ser mais importante nas primeiras décadas da vida, o que sugere que para alcançar o beneficio, a ingestão de azeite de oliva virgem deve ser iniciada antes da puberdade e mantido durante a vida.

Participantes:

G Alvarez de Cienfuegos (Spain), L Badimon (Spain) , G Barja (Spain), M Battino (Italy), A Blanco (Spain) , A Bonanome (Italy), R Colomer (Spain), D Corella-Piquer (Spain) , I Covas (Spain) , J Chamorro-Quiros (Spain), E Escrich (Spain) , JJ Gaforio (Spain), PP Garcia Luna (Spain), L Hidalgo (Spain) , A Kafatos (Greece),  PM Kris-Etherton (USA), D Lairon (France), R Lamuela-Raventos (Spain), J Lopez-Miranda (Spain), F Lopez-Segura (Spain), MA Martinez-Gonzalez (Spain) , P Mata (Spain), J Mataix (Spain), J Ordovas (USA) , J Osada (Spain), R Pacheco-Reyes (Spain),  F Perez-Jimenez (Spain), M  Perucho (USA),  M Pineda-Priego (Spain), JL Quiles (Spain),  MC Ramirez-Tortosa (Spain), V Ruiz-Gutierrez (Spain), P Sanchez-Rovira (Spain), V Solfrizzi (Italy), F Soriguer-Escofet (Spain), R de la Torre-Fornell (Spain), A Trichopoulos (Greece), JM Villalba-Montoro (Spain), JR Villar-Ortiz (Spain) , F Visioli (Italy).
 

 

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