Azeite de Oliva Espanhol Azeite de oliva espanhol

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Azeite de oliva e saúde

O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído do fruto da oliveira Olea europeaL. Do total produzido no mundo, 70% é oriundo dos países do mediterrâneo e o restante da Tunísia, Turquia, Portugal, Líbia, Califórnia e Argentina. O produto de boa origem é caracterizado pela fragrância e pelo sabor delicado, qualidades que são apreciadas em todo mundo. É o único óleo vegetal que não precisa de tratamento industrial de refino para ser consumido, desde que a fruta seja de boa procedência. Merecendo mais do que qualquer outro o atributo de óleo natural.

Conhecido pelos países mediterrâneos desde 3.000 a.C. sua utilização se consolidou a tal ponto que hoje seu sabor e odor é o traço mais característico da cozinha mediterrânea. Com as grandes navegações por volta do ano 1.500 sua utilização espalhou-se pelo mundo inteiro. Porém, devido a dificuldade de transportá-lo e produzi-lo seu consumo ficou restrito na forma de condimento. E foi assim que o azeite de oliva foi visto durante séculos: um saboroso e aromático ingrediente culinário.

Em 1957, o pesquisador Dr. Keys publicou um trabalho, resultado de 15 anos de pesquisas mostrando a relação entre as dietas de sete países e a prevalência das doenças cardiovasculares. Os resultados foram surpreendentes. Enquanto países como a Finlândia apresentavam uma incidência de mortes por doenças cardiovasculares de 1202/10.000 habitantes, seguidos pelos Estados Unidos com uma incidência de 773/10.000, os habitantes da ilha grega de Creta tinhamuma incidência de apenas 38/10.000. Essas significativas diferenças foram atribuídas, na ocasião, ao tipo de alimentação da ilha constituído de legumes, peixes, frutas, massas, azeite e vinho que desde então passou a se chamar dieta mediterrânea. A partir daí, vários estudos se sucederam e a tese inicial acabou sendo totalmente comprovada. Adicionalmente outros benefícios foram encontrados para o consumo regular do azeite de oliva.

Doenças crônico-degenerativas são as principais causas de morte, entre adultos, em quase todo o mundo. É de aceitação unanime que a prevenção é a melhor e mais econômica maneira de lidar com esse grave problema. Trata-se de uma questão complexa, com múltiplos fatores  alimentação, sedentarismo, stress, fumo, fator genético entre outros. Não é proposta desse boletim abordar todas essas questões mas tão somente fazer uma revisão sobre os principais e mais recentes estudos sobre azeite de oliva e seu papel preventivo para doenças crônico-degenerativas.

Azeite de oliva no trato gastriintestinal

Quase todas as estruturas e os órgãos do trato gastrintestinal respondem favoravelmente tanto ao azeite de oliva como ao ácido oléico; pela inibição parcial da secreção gástrica e dos hormônios intestinais, como a neurotensina e o peptídeo YY. No sistema hepatobiliar, o azeite produz um importante efeito colecistocinético, contraindo a vesícula biliar, devido a estimulação da colecistoquinina. O que aumenta ainda mais a secreção hepática do colesterol (pelos sais biliares) incrementando sua excreção. O resultado é a diminuição do colesterol circulante.

Azeite e secreção pancreática

A secreção pancreática apresenta respostas específicas a diferentes tipos de gordura da dieta. Por exemplo, o azeite de oliva aumenta acentuadamente as respostas do pâncreas pelo estímulo da secreção da colecistoquinina (veja Figura 5). Ou seja, o processo digestivo é melhor quando o azeite é usado no preparo de alimentos. Veja como a gordura modula a atividade das enzimas pancreáticas:

  • Dieta rica em gordura (independente do grau de insaturação dos ácidos graxos) aumenta a atividade da lipase, da tripsina e da quimiotripsina.
  • Ácidos graxos de cadeia longa só aumentam a atividade da lipase.
  • Dieta rica em gordura diminui a atividade da amilase, mas neste caso é dependente do comprimento e do grau de insaturação dos ácidos graxos.
  • Os subprodutos da digestão da gordura (monoglicerídeos e ácidos graxos) afetam o volume de bicarbonato secretado pelo pâncreas.

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Figura 5 - Ação do azeite de oliva na resposta pancreática

O óleo de girassol e azeite de oliva foram comparados em relação as respostas pancreáticas. Os resultados demonstraram que a taxa de fluxo pancreático, o conteúdo de proteínas e a atividade da amilase pancreática são mais elevados quando com o óleo de girassol. Já a produção da lipase foi maior quando o azeite foi usado. E, ainda foi observado um aumento da concentração do bicarbonato da secreção pancreática com os ácidos graxos poliinsaturados (do óleo de girassol), duas horas após a refeição. O mesmo não aconteceu com o azeite. Outra alteração vista é o pH do duodeno, que é mais alto na presença do óleo girassol.

Azeite e respostas biliares

São vários os fatores responsáveis pela secreção biliar, os principais são os triglicérides de cadeia longa e os de cadeia média, a distensão gástrica e a taxa do esvaziamento gástrico. Os triglicérides de cadeia longa aumentam a secreção do hormônio colecistoquinina, cuja liberação é estimulada pela presença de aminoácidos e de ácidos graxos. Um grupo de pesquisadores, em 1992, demonstrou, num estudo experimental, que a infusão de óleo de girassol no duodeno aumenta a taxa de esvaziamento da vesícula biliar (mediado pela colecistoquinina) e que a resposta é dose dependente. O mesmo foi observado com o azeite de oliva.

O fluxo e a secreção de ácidos biliares aumentam, proporcionalmente, quando a quantidade de gordura da refeição varia de 20 g a 100 g/kg de dieta. Quando atinge 200 g há estabilização. Ou seja, o organismo tem um limite para a digestão da gordura. Foi observado maior quantidade de colesterol na bile com o azeite de oliva e com o óleo de girassol, em comparação com a manteiga. Por outro lado, o azeite é mais eficaz para aumentar a concentração e secreção de ácidos biliares, em comparação com o óleo de girassol. Daí sua indicação para diminuir a quantidade de colesterol sérico. E ainda, como a secreção biliar facilita a digestão e a absorção das gorduras e das vitaminas lipossolúveis, o uso do azeite na dieta pode ser considerado um facilitador do processo digestivo.

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Figura 6 - Ação do azeite de oliva na contração da vesícula

Na dietas enterais observa-se que a vesícula biliar contrai-se mais rapidamente com o azeite em comparação com a administração por via oral. Facilitando a digestão daqueles que precisam de alimentação pela via enteral. Foi visto, ainda, que o azeite deixa o estômago mais lentamente e em pequenas quantidades por unidade de tempo e após diluição com o suco gástrico.

Azeite de oliva e artrite reumatóide

Artrite reumatóide é uma doença crônica inflamatória autoimune de causa desconhecida. Os fatores que estão envolvidos na etiologia e na patogênese dessa doenças, incluem os microbiológicos, os imunológicos, os hormonais, os genéticos e os traumas. Atualmente, outro fator que parece afetar o desenvolvimento do quadro clínico da artrite reumatóide é a dieta, comprovado por pesquisas epidemiológicas. Esses estudos demonstram que em regiões onde o consumo de azeite de oliva é elevado existem menor risco da sua incidência.

Tem sido relatado que o suplemento com óleo de peixe (rico em poliinsaturados) e o uso de azeite parecem melhorar os sintomas da artrite pela diminuição da produção dos mediadores pró-inflamatórios. Foi comprovado que o uso de azeite 2 vezes/semana diminui o risco do desenvolvimento dessa doença. O risco é ainda menor se for 27 semanas por an. Esse dados foram mostrados em um estudo que também concluiu que o azeite tem um efeito protetor no desenvolvimento e/ou no grau de severidade da artrite.



 

 

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