Azeite de Oliva Espanhol Azeite de oliva espanhol

Azeite sua vida!

Voltar para a home

O papel do peixe na alimentação

Como visto, a gordura da dieta tem um importante papel na ocorrência de doenças cardíacas, afetando a aterogênese e as tromboses. Os estudos epidemiológicos mostram que os esquimós, mesmo consumindo grandes quantidades de gordura e de colesterol (devido as necessidades energéticas pelas condições ambientais), têm baixa prevalência de infarto do miocárdio. Foi daí que surgiu o interesse pelas doenças cardíacas coronarianas e o consumo da gordura de alimentos do mar.

O perfil lipídico do plasma dessa população é muito diferente da população do norte da Europa. Os esquimós têm baixas concentrações de lipídeos totais, de colesterol, de triglicérides, das LDL e das VLDL. Além disso, observa-se elevados níveis das HDL, principalmente nos homens. A causa desse perfil é a dieta, composta, predominantemente, de alimentos do mar. Os esquimós consomem, em média, 500 g/dia de peixes e uma elevada quantidade de gorduras, principalmente de ácidos graxos poliinsaturados e monoinsaturados. Sendo que o total de ácidos graxos poliinsaturados, da série v-3, é de 5 g a 10 g/dia. Enquanto que o consumo dos americanos e dos alemães é só 0,15 e 0,14 g/dia.

A gordura de peixe é a fonte alimentar mais concentrada, de ácidos poliinsaturados de cadeia longa da série w-3. Eles são derivados do ácido linolênico, especificamente os ácidos eicosapentanóico (EPA) e docohexanóico (DHA). E são eles os responsáveis pela menor taxa de doenças cardiovasculares entre os esquimós.

Na dieta ocidental os poliinsaturados são predominantes e maioria é obtida nos óleos de sementes vegetais. E os da série w-6 são derivados do ácido linoléico. Faltando, então, os da série w-3 para melhorar o perfil lipídico da população ocidental. Veja na Tabela 9a composição dos monoinsaturados (oléico) e dos poliinsaturados (EPA e DHA) em alguns tipos de peixe.

Tabela 9 - Ácidos graxos de alguns tipos de peixe

Ácido oléico EPA DHA
arenque 5,9 15,0 18,5
atum 16,2 6,4 19,5
cavalinha 13,3 12,7 13,8
óleo de fígado de peixe 15,2 10,2 12,3
salmão 12,9 6,2 11,2
sardinha 11,5 10,8 21,1

Estudos epidemiológicos têm documentado uma relação (dose-resposta) entre a ingestão de alimentos do mar, com elevada razão w-3/w-6 e a redução da mortalidade por doenças cardíacas coronarianas. As quais podem ser prevenidas mesmo com baixa ingestão de peixe, uma a duas vezes por semana, equivalente a 30 g/dia.

 

Azeite de Oliva Espanhol

Unión Europea - Fondo Europeo de Desarrollo Regional - Una Manera de Hacer Europa

ICEX

Space Produções