Azeite de Oliva Espanhol Azeite de oliva espanhol

Azeite sua vida!

Voltar para a home

Azeite de oliva e dieta mediterrânea: implicações para a saúde na Europa.

Introdução

Coincidindo com a celebração do 'Italian National Research Council' que teve lugar em Roma no dia 11/04/98, sob os auspícios da Comissão Europeia, importantes especialistas europeus em nutrição, cardiologia, lipologia e saúde pública mantiveram uma reunião em que se alcançou um consenso sobre os benefícios para a saúde do azeite de oliva e da dieta mediterrânea.

Houve acordo de que existem fortes evidências para afirmar que uma dieta ao estilo mediterrâneo, na qual o azeite de oliva é uma das principais fontes de gorduras, contribui na prevenção dos fatores de risco cardiovascular, tais como dislipidemias, hipertensão, diabete e obesidade, e portanto na prevenção primária e secundária da cardiopatia coronariana. Além disso, há evidências sobre o papel preventivo da dieta mediterrânea frente certos tipos de câncer.

Nesta declaração de consenso se detalhou a evidência dos principais benefícios da dieta mediterrânea, os mecanismos mediante os quais suas componentes parecem contribuir aos referidos benefícios, e o papel da dieta mediterrânea na prevenção destas enfermidades.

Uma definição da dieta mediterrânea tradicional é a seguinte:

A dieta mediterrânea (européia) tradicional se caracteriza pela abundância de alimentos como pão, massas, verduras, saladas, legumes, frutas e frutas secas, azeite de oliva como principal fonte de gordura, moderado consumo de pescado, aves, produtos lácteos e ovos, pequenas quantidades de carnes vermelhas e pequenas ou moderadas quantidade de vinho, consumidas normalmente durante as refeições. Esta dieta é pobre em ácidos graxos saturados, rica em carboidratos e fibra, e tem alto conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados derivados do azeite de oliva.

As recomendações foram desenvolvidas para alcançar medidas práticas dirigidas a:

  1. Conservar a tradicional dieta mediterrânea que contém azeite de oliva em países que já seguem este tipo de dieta ou naqueles que adotaram recentemente dietas menos saudáveis.
  2. Promover a tradicional dieta mediterrânea e seus princípios, nos países do norte da Europa.
  3. Fomentar nos distribuidores e fabricantes de alimentos preparados, a incorporação de alimentos saudáveis como o azeite de oliva.
  4. Recomendar a dieta mediterrânea adaptando a regulamentação e recomendações nutricionais nacionais e internacionais.

Os objetivos desta campanha são as indústrias de alimentos (incluindo supermercados), governos, consumidores, departamentos de saúde pública, escolas, meios de comunicação, médicos e outros profissionais de saúde.

1. Qual é a evidência real sobre os efeitos da dieta mediterrânea rica em azeite de oliva para a saúde?

Cardiopatia coronariana

1.1 Estudos bioquímicos e clínicos realizados na Europa e nos EUA tem demonstrado, sem qualquer dúvida, que uma dieta rica em gorduras, principalmente em ácidos graxos saturados, característica da alimentação do norte e do oeste Europeu, aumenta o LDL-colesterol e se associa com uma alta incidência de doenças coronariana. (1-3).

1.2 Por outro lado, uma dieta rica em carboidratos complexos e fibra, e cuja principal fonte de gordura são os ácidos graxos monoinsaturados (MUFA), como ocorre nas dietas mediterrâneas ricas em azeite de oliva típicas do sul da Europa, reduzem o nível de LDL-colesterol e se associa com uma baixa incidência de doenças coronarianas.(1-3).

1.3 Estudos de intervenção, como os níveis de lipídeos no soro, apoiam indiretamente o efeito benéfico da dieta mediterrânea (4). Além disso, vários estudos dietéticos controlados demonstram que as dietas ricas em ácidos graxos monoinsaturados conduzem a uma redução de lipoproteínas totais e da lipoproteínas de baixa densidade (LDL), comparado com as dietas ricas em ácidos graxos saturados (5,6).

Outras enfermidades

1.4 A dieta mediterrânea parece predispor a uma pressão arterial mais baixa que as típicas dietas ocidentais (7,8).

1.5 Comparações entre culturas e estudos em vegetarianos demonstram que um alto consumo de carboidratos complexos e fibra alimentar, como aquela que se encontra na dieta mediterrânea, e um baixo consumo de gorduras saturadas, apresentam efeitos benéficos que podem reduzir o risco de diabetes (8-11).

1.6 Os dados epidemiológicos demonstram uma forte relação inversa entre consumo de carboidratos e o peso corporal relativo(12). Devido ao seu alto conteúdo de carboidratos complexos, a dieta mediterrânea tem em média, um menor conteúdo de energia que uma dieta rica em gordura. Razão pela qual a dieta mediterrânea é aconselhável na prevenção da obesidade.

Câncer

1.7 Estudos epidemiológicos evidenciam que os países do sul da Europa, aonde está implantada a dieta mediterrânea, a incidência de câncer de cólon é menor comparada a países do norte da Europa (13-16).

1.8 A evidência epidemiológica demonstra que uma ingestão elevada de frutas e verduras, particularmente aquelas consumidas cruas, protege frente ao câncer de diferentes localizações, especialmente as do trato digestivo e respiratório e os canceres hormono-dependentes (17-21).

1.9 As principais características da dieta mediterrânea estão de acordo com os importantes resultados que indicam uma diminuição de canceres de diferentes localizações (22-25).

 

Azeite de Oliva Espanhol

Unión Europea - Fondo Europeo de Desarrollo Regional - Una Manera de Hacer Europa

ICEX

Space Produções